Reabilitando o Membro Superior – Atividade

É grande a demanda de pacientes que chegam ao serviço de Terapia Ocupacional com queixas relacionadas aos Membros Superiores. Por estarem diretamente ligados à funcionalidade, qualquer disfunção em suas estruturas dificulta as atividades mais simples.

A reabilitação em Terapia Ocupacional é feita através de atividades que visam estimular o exercício dos componentes de desempenho afetados. A proposta de atividade que segue tem como objetivo trabalhar a Amplitude Articular do ombro e do cotovelo, além de força muscular e outros aspectos funcionais envolvidos.

Você vai precisar de:

1

1-) Cilindros para encaixe, como latinhas de refrigerante vazias, ou qualquer outro formato (blocos lógicos ou outros objetos, considerando sempre o tamanho e o peso de acordo com o que se quer trabalhar no paciente)

2

2-) Uma cestinha simples, como as usadas para guardar prendedores de roupa.

3

3-) Uma tábua de encaixe, cuja visão frontal é mais ou menos assim. Você pode confeccioná-la em madeira ou até papelão, acrescentando os orifícios de acordo com as formas que serão encaixadas.

O paciente deve ficar posicionado de maneira correta e confortável, de frente para a tábua de encaixe. A cesta contendo os cilindros/formas fica fixada atrás, na altura adequada para que ele alcance sem precisar se virar, trabalhando a articulação do ombro.

4

O próximo passo é encaixar o cilindro no orifício correto, desenvolvendo a Amplitude Articular do cotovelo.

5

Tal atividade, além dos componentes já citados, também estimula as áreas: sensorial (cinestesia), cognitiva (planejamento, atenção, concentração, associação) e perceptiva (coordenação unilateral, viso-motora, figura-fundo, relação espacial).

Como Terapeutas Ocupacionais, podemos adaptar a atividade de acordo com a demanda do nosso paciente. Um exemplo interessante é utilizar luvas de velcro para pacientes que não fazem preensão, adaptando também as formas e a tábua com velcros. Nos compete a criatividade para tornar tudo acessível ao nosso paciente, de maneira a conseguir trabalhar o necessário.

Obrigada pela visita, e até a próxima!

Adução de polegar: evitando e corrigindo

A funcionalidade é uma das prioridades da Terapia Ocupacional, e uma das estruturas que mais otimizam a nossa funcionalidade são as nossas mãos. E o que nos diferencia dos outros animais, exceto o macaco, é a nossa capacidade de realizar a oponência do polegar e os diversos tipos de preensões, que permitem todas as nossas atividades diárias: pentear os cabelos, escrever, colocar a chave na fechadura, entre tantas outras coisas. Mas e se a amplitude de movimento do polegar impedi-lo de alcançar a sua plena funcionalidade?

A adução do polegar pode ser causada por diversas patologias ou lesões neurológicas e ortopédicas, mantendo o polegar numa posição disfuncional.

1

Dependendo da gravidade, o polegar também pode ficar empalmado, o que dificulta ainda mais a utilização da mão como um todo.

2

Assim, o Terapeuta Ocupacional pode buscar várias formas alternativas para corrigir este posicionamento e aumentar a amplitude de movimento, reabilitando e inserindo a mão afetada nas atividades do dia a dia.

A maneira mais tradicional para realizar esta correção é confeccionando uma órtese. O termomoldável tem a vantagem de ficar maleável em temperaturas não tão altas, o que nos permite moldá-lo diretamente na mão do paciente. Um dos meus modelos de preferência é o da Barra em C, pois conforme vamos ganhando amplitude, podemos aquecer apenas a barra e acrescentar um pouco mais de pressão até adquirir a amplitude total.

3

Podemos contar também com outros modelos, e temos sempre possibilidades de inovar conforme as necessidades apresentadas pelo paciente.

4

Como o termomoldável é um material de custo elevado, temos outras opções que também podem auxiliar no ganho de amplitude do polegar. Uma delas é a faixa em 8, que pode ser confeccionada com uma atadura, com uma tira de tecido e até com EVA reforçado.

5

Todas as opções já citadas são funcionais, ou seja, o paciente consegue utilizar a mão mesmo quando está utilizando a órtese. Podemos adaptar outros materiais quando o paciente estiver em repouso, utilizando rolinhos de toalha presos com uma alça em volta da mão,ou qualquer outro material cilíndrico que não promova desconforto, como manopla de bicicleta.

6

A órtese é importante para ganhar amplitude de movimento, mas além da amplitude, não podemos nos esquecer de acrescentar exercícios de fortalecimento da musculatura abdutora do polegar, que podem ser feitos com massa ou elástico:

6

3

Desta forma, nós, como Terapeutas Ocupacionais, vamos potencializar as funções da mão e permitir que o nosso paciente com queixa de polegar aduzido apresente melhora na amplitude de movimento, nas preensões e, posteriormente, em todas as suas Atividades Cotidianas.

Obrigada pela visita, e até a próxima!