Prescrevendo Cadeiras de Rodas

Quando um paciente apresenta impossibilidade de utilizar os membros inferiores para locomover-se, é prescrita uma cadeira de rodas para auxiliá-lo a deslocar-se. Se é uma impossibilidade temporária, muitas vezes o usuário opta por alugar uma cadeira de rodas comum, mas quando é uma condição definitiva, devemos pensar numa cadeira personalizada para suas necessidades particulares.

É sempre importante considerar a rotina do nosso paciente, além de suas capacidades (é um paciente capaz de manipular os aros de propulsão de cadeira de rodas ou alguém que precisará do auxílio de terceiros? O paciente possui muitas atividades fora do ambiente domiciliar?), e permitir a sua participação na escolha da cadeira e nas preferências estéticas, uma vez que a cadeira é como uma extensão de seu próprio corpo.

Feito isso, selecionei alguns pontos importantes que devemos observar:

– O eixo da roda traseira, que deve ser alinhado com o eixo do ombro do paciente;

1

– A estabilização da pélvis no assento, mantendo-se centralizada;

– A angulação das pernas, em 90 graus no quadril, joelho e tornozelo, com os pés paralelos entre si;

– O posicionamento do tronco, que deve ser ereto e centralizado, com a coluna vertebral seguindo suas curvas fisiológicas;

– O posicionamento da cabeça, ereta e voltada para frente;

– O posicionamento dos membros superiores, paralelos ao tronco e com 90 graus de flexão no cotovelo.

– O acréscimo da tábua de mesa, que facilita atividades de auto cuidado e lúdicas;

– O material do assento, que deve ser resistente e não lacear;

– A profundidade do assento, que deve permitir um espaço de 5cm entre a borda anterior e a fossa poplítea;

2

– A largura do assento, que deve ter 4cm a mais da largura do quadril do paciente;

3

– O ângulo entre o assento e o encosto, que deve ser entre 80 e 100 graus, dependendo da necessidade do paciente (exemplo: se o membro inferior apresentar hipertonia, o ângulo pode ser menor que 90 graus)

– A altura do encosto, que deve propiciar liberdade de ação em pacientes que apresentem mobilidade de tronco, podendo medir 3cm abaixo do ângulo inferior da escápula (o profissional deve atentar-se para evitar que o encosto fique abaixo da proeminência óssea, evitando úlceras por pressão);

– A altura do apoio dos pés, que deve ser maior do que 5cm, considerando a existência de terrenos irregulares;

– O acréscimo de cintos, correias e faixas que aumentam a segurança, além de posicionar corretamente o corpo na cadeira.

 

Como Terapeutas Ocupacionais, é nossa responsabilidade fornecer o maior conforto e segurança possível ao nosso paciente, além de possibilitar a realização de atividades e inclusão nos mais variados ambientes. Espero que tenham gostado!

Obrigada pela visita, e até a próxima!

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. ana beatriz
    jul 22, 2014 @ 17:40:36

    ola gostei muito do seu blog para’bens!!!

    Responder

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